T R A N S P A R Ê N C I A S

terça-feira, 3 de março de 2009

INFLUÊNCIAS, UMA VIDA...DUAS CULTURAS


Cedo parti.
Parti para Moçambique. Para a terra onde o pôr de sol tem a cor da terra e onde o mar tem a verde transparência de uma aguarela.
Terra que brota energia e que ainda hoje me inspira.
Terra de gente envolta em panos coloridos, habilmente tecidos por mãos generosas, como uma paleta de diferentes cores na mão de um pintor. Onde o riso das crianças é contagiante. Onde as mulheres têm o cheiro das especiarias. Onde os homens têm o sabor a mar.
Terra de grandes espaços e onde a linha de horizonte se funde. Terra selvagem onde cedo aprendi o sabor da palavra Liberdade.
Tarde voltei.
Voltei para Portugal. Para a terra que me viu partir, onde o sol se põe por trás de uma névoa sobre um mar revolto onde ondas de alva espuma me trazem novas do que deixei.
Terra que me acolheu e onde por trás de uma vidraça, embaciada pelo contraste entre o calor aconchegante do interior com o frio agreste do exterior, tendo o mar como horizonte, me entretenho a manchar de cor a tela da minha vida. Onde com simples traços rápidos, desenho silhuetas humanas.
E recordo por vezes com alegria, outras tantas com saudade, o riso, o cheiro e os sabores, deixados para trás.
Limitada ao meu espaço, tendo o mar como horizonte e nesta selva de lugar, espraio no papel ou na tela, a fluidez livre do pensamento, tendo como sonho voltar à terra para onde cedo parti.

Palavras de LUIS REINA acerca de mim (Março 2009)

INVASÕES FRANCESAS

AGUARELA

AGUARELA

Estiveram numa exposição referente ao bicentenário das invasões francesas no museu etnográfico de Válega